Puja \ O ritual de adoração no Hinduísmo

O dharapatra é unicamente um pote de água suspenso. Os 
Shivalingas, em particular, passam dia e noite sendo 
gotejados por sobre eles com a água do pote, que 
simboliza a água do Ganga, que verte da cabeça do Senhor 
Shiva.
Puja é uma oferta com a mente concentrada e os sentidos 
energizados para honrar a Deus. O Puja inclui a recepção 
e um convite para Deus como sendo nosso convidado de 
honra em nossa casa. Para realizar a adoração, vários 
vasos tradicionais são utilizados nas casas e templos 
Hindus. Eles são feitos de metais preciosos, cobre ou 
latão. Seus formatos, apesar de ser o mesmo ao redor de 
toda a Índia, variam de forma marginal, de região para 
região. Os itens utilizados para a adoração são: 
Dharapatra – é um pote pendurado, e do qual a água pinga 
continuamente por sobre um ícone de vários deuses, ou por 
sobre um Shivalinga, que é representação fálica de Deus, 
e que reverencia, principalmente, o Senhor Shiva. Este 
pote possui uma forma cônica, com uma ponta e uma pequena 
saliência, ou então, é um corno de vaca adaptado para 
esta finalidade.
O samai é de oito ou seis lâmpadas feitas de metal ou 
prata.
Samai – é uma lamparina de óleo amplamente adornada com 
flores numa tigela; as lamparinas possuem vários canais 
onde são colocados os pavios feitos de algodão, e que são 
embebidos em ghee, manteiga clarificada. 
Há um suporte para sustentar a lamparina com a finalidade 
de evitar que pingue. Os tipos de samai diferem de região 
para região. Dip-lakshmi, ou a lâmpada da deusa, está 
associada com a prosperidade.

O aarti é uma espécie de bandeja com cinco lâmpadas, 
usadas simbolicamente como um ato de amor e adoração a 
Deus. 
Aarti- é arranjado numa bandeja de metal circular, com 
cinco lâmpadas de ghi, chamadas de nirañjanas, dispostas 
ao redor e untadas com ghi ou óleo. 
Quando acesas estas lâmpadas são usadas em movimentos 
circulares, da esquerda para a direita, diante da deidade 
enquanto são realizados sons ou cantos devocionais. Aarti 
é um ato de veneração e amor. Eles são feitos para as 
crianças nos dias dos seus aniversários, para um casal 
recém casado, ou como sinal de boas vindas para os 
convidados, e para os membros da família em ocasiões 
especiais. 

Enquanto é realizada a adoração, o pañcapatri e o 
achamani são usados para manter a água sagrada ou para 
usá-la nos rituais.
Achamani – é uma pequena colher utilizada para banhar os 
ícones. Há uma pequena tigela ligada ao seu cabo, 
usualmente no formato de um capelo de serpentes. 
Pañcapatri – é como um pequeno tambor no qual é colocado 
água ou leite e é usado como achamani. Ele é decorado com 
vários motivos, em cobre ou prata. Tanto o panchapatri 
como o achamani podem ser feitos de prata.
Sinos e sinetas de vários tamanhos e formatos são usados 
na adoração. O toque das sinetas num templo ou igreja é 
para chamar as pessoas para a oração e rendição à 
divindade.
Ghanta – é uma sineta feita de metal, cobre ou prata, e é 
usada durante os rituais, ou enquanto é cantado os aartis 
(adoração à deidade).

Os sinos são considerados sagrados na cultura indiana. 
Eles são de vários desenhos e estilos, e de diferentes 
metais, incluindo os de cinco metais, chamados de 
pañchaloha. Encontram-se muitos sinos na Índia, nos 
templos e igrejas antigos, e eles tocam pela manhã e ao 
anoitecer, para celebrar um elo entre o homem e a 
divindade. 

Kalash – é um pote cheio com um coco e adornado com 
folhas de manga, sendo uma representação popular Deus. 

Tamhan – é um prato de metal para receber a água que é 
utilizada durante os rituais, como parte dos ritos de 
adoração.

Shankh ou uma concha, é soprada nos momentos auspiciosos. 
Seu som simboliza o divino poder de destruir o mal.

Shankh – é uma grande concha que é adorada como um 
símbolo de Vishnu. Ela é assoprada em rituais para 
acalmar Deus. 

Prashad – comida preparada e oferecida para Deus. Ela é 
chamada de Pacca Khana e não pode conter cebolas ou alho. 
Na grande maioria dos templos Hindus e nas casas a 
alimentação e estritamente vegetariana.


Prashada é oferecida como alimento abençoado. Flores e 
incenso são amplamente utilizados para enfeitar os 
rituais. 

Enfeites de adoração são usados para criar uma atmosfera 
de beleza e serenidade.

Pañcamrita – (cinco néctares) é usado nos rituais de 
banho das deidades, sendo feito de uma mistura em partes 
iguais de água, leite, iogurte, açúcar, mel e ghi. Frutas 
frescas e secas, ou alimentos cozidos, são oferecidos 
para Deus, sendo conhecidos com o nome de Naivedya e 
quando são distribuídos aos devotos são chamados de 
Prashada (restos do Senhor). A água sagrada é distribuída 
como puja, é chamada de tirth.

Phull – cada deidade tem a sua flor favorita. Nos 
rituais, as flores são escolhidas pelos suas cores, 
flagrância e beleza. A folhas de várias árvores e 
plantas, as quais são consideradas sagradas, são 
utilizadas. Guirlandas são feitas em inumeráveis desenhos 
e feitios, decorando as portas das casas ou dos templos 
nos dias de festival. 

Dhup – essências aromáticas, varetinhas de incenso ou 
agarbattis, cânfora, pasta de sândalo e açafrão são 
extensivamente usados na adoração, e são oferecidos, 
também, para criar uma atmosfera agradável.

Outros materiais de puja – pós coloridos como o kumkum 
(cúrcuma vermelho forte), haldi (turmeric), sindur 
(ocre), abir e gulal são utilizados para untar as 
deidades. Arroz sagrado ou akshata, é feito pela mistura 
de arroz, kumkum e um pouco de água. Cocos, folhas de 
betel e nozes são oferecidas, tanto para Deus como para 
honrar convidados em festivais de adoração. Rañgoli é 
predeterminadamente desenhado num padrão de cores e 
desenhos para pujas específicos, e sua arte segue 
princípios matemáticos complexos.